Aula 1 - Quem é Deus
“Antes
que os montes nascessem, ou que Tu formasses a terra e o mundo, mesmo de
eternidade a eternidade, Tu és Deus”. (Salmos 90:2/ACF)
A maneira de conhecer uma pessoa é pela
palavra e pelas ações desta pessoa. Da mesma forma, para conhecer a Deus, é
preciso conhecer a Sua Palavra e Sua ação no mundo. A Sua palavra nós podemos
conhecer na Bíblia e as Suas ações estão refletidas nos atributos ali
revelados.
Vejamos alguns atributos e revelações Bíblicas
sobre Deus:
Deus é amor
De todas as
qualidades de Deus, talvez a mais conhecida delas seja o amor. De fato, em 1
João 4:8 está escrito: “Aquele que não ama não conhece
a Deus; porque Deus é amor”.
Deus é amor,
mas isso não significa que Ele ame da mesma forma que nós amamos. Nosso amor é
humano e imperfeito, ele se condiciona as pessoas, circunstâncias e ao tempo.
No entanto, o amor de Deus é perfeito, incondicional. Não existe nada que você
faça ou deixa de fazer que faça o Seu amor aumentar ou diminuir. Como está
escrito em Romanos 5.8: “Deus prova o Seu amor para
conosco, em que Cristo morreu por nós, sendo nós ainda pecadores”. Este
amor voluntário e incondicional de Deus O torna ainda mais desejável para nós.
É por isso que lemos em 1 João 4.19: “Nós o amamos a
Ele porque Ele nos amou primeiro”.
Deus é
eterno
Eterno
significa aquilo que é “perpétuo, sem começo e sem fim”. No Salmo 90.2 no
início diz: “de eternidade a eternidade Tu és Deus”. A
expressão “de eternidade a eternidade” significa que Deus não tem começo e nem
fim. Ele simplesmente existe desde sempre e para sempre. Em Apocalipse 1.8
temos também esta afirmação: “Eu Sou o Alfa e o Ômega,
o princípio e o fim, diz o Senhor, que é e que era, e que há de vir, o Todo-Poderoso”.
Alfa e Ômega são a primeira e a última letra do alfabeto grego
respectivamente. O autor usou esta simbologia para expressar que sem Ele nada
existiria, pois Ele é o princípio e o fim de todas as coisas, e esse fim, está
no sentido de finalidade e não de término. Jamais houve ou haverá um momento na
história em que Deus não exista.
Deus é
criador
Gênesis 1.1
declara: “No princípio criou Deus o céu e a terra”. Ele
é o criador de tudo o que existe. Hebreus 11.3 afirma: “Pela
fé compreendemos que o Universo foi criado por intermédio da Palavra de Deus…”.
Para criar o mundo, Deus não precisou usar nenhuma coisa pré-existente.
Ele usou apenas a Sua palavra. Veja o Salmo 33.9: “Pois
Ele falou, e tudo se fez; Ele ordenou, e tudo surgiu”. Por ser o
criador, Ele é também o legítimo dono de todas as coisas: “Ao SENHOR pertence à Terra e tudo o que nela se contém, o
mundo e os que nele habitam” (Salmo 24:1).
Deus é
sustentador
É Ele quem
dá sentido ao universo e faz com que todas as coisas funcionem. Em Colossenses
1.17 lemos: “E Ele é antes de todas as coisas, e todas
as coisas subsistem por Ele”. Isso significa que toda a criação depende
de Deus para continuar existindo, Ele é a fonte de vida, energia e sustento de
tudo o que há. Isso fica claro também em Atos 17:24,25: “O Deus que fez o mundo e tudo que nele há, sendo Senhor do céu e da
terra, não habita em templos feitos por mãos de homens; Nem tampouco é servido
por mãos de homens, como que necessitando de alguma coisa; pois Ele mesmo é
quem dá a todos a vida, e a respiração, e todas as coisas”. Por ser Ele
o criador e o sustentador de todas as coisas, é digno de ser adorado por todas
as suas criaturas.
Deus é santo
e puro
Em Isaías
6:3 os serafins que estavam diante de Deus, o louvavam dizendo: “Santo, santo, santo é o SENHOR dos Exércitos; toda a terra
está cheia da Sua glória”. Mesmo estes seres de natureza celestial reconhecem
facilmente a santidade de Deus. Santo significa “separado; aquilo que apesar de
estar junto não se mistura”. Um exemplo muito claro desta palavra é um copo com
água e óleo, que apesar de ocuparem o mesmo espaço, não se misturam de nenhuma
forma. Portanto, ao dizer que Deus é santo, estamos dizendo que Ele não se
corrompe não se divide em mal e bem, é fiel em todos os aspectos à Sua
santidade. Nós todos somos pecadores, como bem sabemos, mas o Senhor é
totalmente incontaminável. Como está escrito em 1 Samuel 2.2, “Não há santo como o Senhor”.
Deus é justo
Isso
significa que Ele é totalmente incapaz de cometer alguma injustiça. O Salmo 9:8
revela que Deus é o juiz do mundo: “Ele mesmo julga o
mundo com justiça; governa os povos com retidão”. No salmo 71.19, lemos:
“Tua justiça chega até as alturas, ó Deus, Tu, que tens
feito coisas grandiosas. Quem se compara a Ti, ó Deus?” Como Deus é
santo e justo, não pode ser conivente com o pecado dos homens. “Veja Deus é um juiz
justo, um Deus que manifesta cada dia o seu furor. Se o homem não se arrepende,
Deus afia a Sua espada, arma o Seu arco e o aponta, prepara as Suas armas
mortais e faz de Suas setas flechas flamejantes”. (Salmo 7:11-13) Este versículo
cheio de poesia hebraica nos diz que Deus, por causa da Sua justiça, não
deixará impune os pecados dos homens, como confirma Naum 1.2-3: “O Senhor é Deus zeloso e vingador; o Senhor é vingador e
cheio de furor; o Senhor toma vingança contra os Seus adversários, e guarda a
ira contra os Seus inimigos. O Senhor é tardio em irar-se, mas grande em poder,
e ao culpado não tem por inocente; o Senhor tem o Seu caminho na tormenta e na
tempestade, e as nuvens são o pó dos Seus pés”. O trecho que diz “ao culpado não tem por inocente” se repete outras
duas vezes na Bíblia (Ex 34.7, Nm 14.18). Assim como um juiz terreno não pode
simplesmente soltar um criminoso sem que ele pague por seu crime, da mesma
forma Deus não faz vista grossa com o pecado, antes faz justiça.
Deus é trino
A Bíblia
afirma que existe apenas um Deus. Deuteronômio 6.4 diz isso de uma forma muito
clara: “Ouve, Israel, o Senhor nosso Deus é o único
Senhor”. No entanto, este único
Deus subsiste em três pessoas diferentes: Pai, Filho e Espírito Santo. A
revelação da trindade aparece muitas vezes no Antigo Testamento: “No princípio, Deus criou…” (Gn 1.1). A palavra
hebraica usada nesta passagem é Elohim, que é um substantivo plural. Significa
que este Deus que criou o universo é uma pluralidade de pessoas. Em Genesis
1.26, no episódio da criação do homem, lemos: “E disse
Deus: Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança”. O
uso do plural neste texto indica que as três pessoas da trindade (Pai, Filho e
Espírito) estavam presentes na criação. A mesma coisa acontece em Gênesis 11:7,
no episódio da torre de Babel, quando Deus criou a diversidade de línguas. Ele
diz: “Desçamos e confundamos ali a sua língua, para que
não entenda um a língua do outro”. O uso do plural indica que havia mais
de uma pessoa envolvida neste ato, no entanto todos eram Deus e desejavam a
mesma coisa. E com isso concluímos que os três formam uma única divindade.
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